terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Louca

"Eu sei que ela é louca. Mas eu gosto dela."

- Bukowski

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Auto Sacrificio

"Auto sacrifício significa — e somente pode significar — sacrifício da razão. Um sacrifício, deve-se lembrar, significa a rendição de um valor maior a favor de um menor ou a algo sem valor. Se alguém desiste daquilo que não valoriza para obter aquilo que valoriza — ou se alguém desiste de um valor menor para obter um maior — isto não é um sacrifício, mas um ganho. "

- Ayn Rand

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ragnar Danneskjold

- Sr. Rearden - diz Ragnar - Estou correndo atrás de um homem que quero destruir. Ele já morreu há muitos séculos, mas, enquanto não conseguirmos apagar os últimos vestígios dele das mentes dos homens, não teremos um mundo digno para viver.

- Quem é esse homem?

- Hobin Hood. Ele era o homem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Bem, eu sou o homem que rouba dos pobres e dá aos ricos, ou mais exatamente, que rouba dos pobres ladrões e devolve aos ricos produtivos. Jamais ataquei um navio de propriedade privada, nem roubei qualquer propriedade privada. Como também jamais saqueei um navio militar, pois o objetivo da Marinha de Guerra é proteger da violência os cidadãos que pagam por ela, o que é a função apropriada do governo. Porém apreendi sempre que pude todo navio saqueador, todo navio contendo auxílios governamentais , subsídios, empréstimos, doações, todo navio carregado de bens arrancados à força de alguns homens para beneficiar de graça outros que nada fizeram para merecê-los. Saqueei os navios que ostentavam a bandeira da ideia que estou combatendo: a de que a necessidade é um ídolo sagrado que exige sacrifícios humanos, que a necessidade de alguns homens é uma lâmina de guilhotina pairando sobre outros. Todos nós temos de viver com nosso trabalho, nossas esperanças, nossos planos, nossos esforços à mercê do momento em que essa lâmina cairá sobre nós -- e que quanto maior nossa capacidade, maior o perigo para nós, de modo que o sucesso coloca nossas cabeças sob a lâmina, enquanto o fracasso nos dá o direito de puxar a corda.  Esse é o horror que Hobin Hood imortalizou como ideal moral. Diz-se que ele lutava contra governantes saqueadores e restituía às vítimas o que lhes fora saqueado, mas não é esse o significado da lenda que se criou. Ele é lembrado não como um defensor da propriedade, e sim como um defensor da necessidade; não como um defensor dos roubados, e sim como protetor dos pobres. Ele é tido como o primeiro homem que assumiu ares de virtude por fazer caridade com dinheiro que não era seu, por distribuir bens que não produzira, por fazer com que terceiros pagassem pelo luxo de sua piedade. Ele se tornou uma justificativa para todo medíocre que, incapaz de ganhar seu próprio sustento, exige o poder de despojar de suas propriedades os que são superiores a ele, proclamando sua intenção de dedicar a vida a seus inferiores roubando seus superiores. É essa criatura infame, esse duplo parasita que se alimenta das feridas dos pobres e do sangue dos ricos, que os homens passaram a considerar ideal moral. E isso nos levou a um mundo onde quanto mais um homem produz, mais ele se aproxima da perda de todos os seus direitos... Enquanto os homens não aprenderem que, de todos os símbolos humanos, Hobin Hood é o mais imoral e o mais desprezível, não haverá justiça na Terra nem possibilidade de sobrevivência para a humanidade.

- Atlas Shrugged Vol.2

Ragnar Danneskjold

- Sr. Rearden - diz Ragnar - Estou correndo atrás de um homem que quero destruir. Ele já morreu há muitos séculos, mas, enquanto não conseguirmos apagar os últimos vestígios dele das mentes dos homens, não teremos um mundo digno para viver.

- Quem é esse homem?

- Hobin Hood. Ele era o homem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Bem, eu sou o homem que rouba dos pobres e dá aos ricos, ou mais exatamente, que rouba dos pobres ladrões e devolve aos ricos produtivos. Jamais ataquei um navio de propriedade privada, nem roubei qualquer propriedade privada. Como também jamais saqueei um navio militar, pois o objetivo da Marinha de Guerra é proteger da violência os cidadãos que pagam por ela, o que é a função apropriada do governo. Porém apreendi sempre que pude todo navio saqueador, todo navio contendo auxílios governamentais , subsídios, empréstimos, doações, todo navio carregado de bens arrancados à força de alguns homens para beneficiar de graça outros que nada fizeram para merecê-los. Saqueei os navios que ostentavam a bandeira da ideia que estou combatendo: a de que a necessidade é um ídolo sagrado que exige sacrifícios humanos, que a necessidade de alguns homens é uma lâmina de guilhotina pairando sobre outros. Todos nós temos de viver com nosso trabalho, nossas esperanças, nossos planos, nossos esforços à mercê do momento em que essa lâmina cairá sobre nós -- e que quanto maior nossa capacidade, maior o perigo para nós, de modo que o sucesso coloca nossas cabeças sob a lâmina, enquanto o fracasso nos dá o direito de puxar a corda.  Esse é o horror que Hobin Hood imortalizou como ideal moral. Diz-se que ele lutava contra governantes saqueadores e restituía às vítimas o que lhes fora saqueado, mas não é esse o significado da lenda que se criou. Ele é lembrado não como um defensor da propriedade, e sim como um defensor da necessidade; não como um defensor dos roubados, e sim como protetor dos pobres. Ele é tido como o primeiro homem que assumiu ares de virtude por fazer caridade com dinheiro que não era seu, por distribuir bens que não produzira, por fazer com que terceiros pagassem pelo luxo de sua piedade. Ele se tornou uma justificativa para todo medíocre que, incapaz de ganhar seu próprio sustento, exige o poder de despojar de suas propriedades os que são superiores a ele, proclamando sua intenção de dedicar a vida a seus inferiores roubando seus superiores. É essa criatura infame, esse duplo parasita que se alimenta das feridas dos pobres e do sangue dos ricos, que os homens passaram a considerar ideal moral. E isso nos levou a um mundo onde quanto mais um homem produz, mais ele se aproxima da perda de todos os seus direitos... Enquanto os homens não aprenderem que, de todos os símbolos humanos, Hobin Hood é o mais imoral e o mais desprezível, não haverá justiça na Terra nem possibilidade de sobrevivência para a humanidade.

- Atlas Shrugged Vol.2

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Valor

Há apenas uma alternativa fundamental no universo: existência ou não-existência — e ela pertence a uma única classe de entidades: à dos organismos vivos. A existência "de matéria inanimada é incondicional, a da vida não: depende de um curso específico de ação. A matéria é indestrutível, ela muda suas formas, mas não pode parar de existir. Somente um organismo vivo enfrenta uma alternativa constante: a questão da vida ou morte. A vida é um processo de ação autogerada e autossustentada. Se um organismo falha nesta ação, ele morre; seus elementos químicos permanecem, mas sua vida cessa de existir. É somente o conceito de ‘Vida’que faz o conceito de ‘Valor’
possível. É apenas para uma entidade viva que as coisas podem ser boas ou más.” Para tornar este ponto totalmente claro, tente imaginar um robô indestrutível, imortal, uma entidade que se move e age, mas que não pode ser afetada por nada, que não pode ser mudada em qualquer aspecto, que não pode ser danificada, machucada ou destruída. Tal entidade não seria capaz de ter quaisquer valores; não teria nada para ganhar ou para perder; ela não poderia considerar nada como sendo a seu favor ou contra, servindo ou ameaçando seu bem-estar, preenchendo ou frustrando seus interesses. Ela não poderia ter nenhum interesse ou objetivos. Apenas uma entidade viva pode ter objetivos ou originá-los. E somente um organismo vivo tem capacidade para realizar ações autogeradas e dirigidas a
um objetivo. Ao nível físico, as funções de todos os organismos vivos, do mais simples ao mais complexo — da função nutritiva na célula única de uma ameba à circulação do sangue no corpo de um homem —, são ações geradas pelo próprio organismo e dirigidas a um único objetivo: a conservação da vida do organismo.
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A vida de um organismo depende de dois fatores: o material ou  combustível que ele necessita do lado de fora, do seu meio ambiente físico, e a ação de seu próprio corpo, de utilizar este combustível apropriadamente. Qual é o critério que determina o que é apropriado neste contexto? O critério é a vida do organismo, ou: aquilo que é exigido para a sobrevivência do organismo. O organismo não possui nenhuma opção nesta questão: aquilo exigido para sua sobrevivência é determinado pela sua natureza, pelo tipo de entidade que é. Muitas variações, muitas formas de adaptação ao meio ambiente são possíveis a um organismo, incluindo a possibilidade de existir durante um tempo
numa condição de incapacidade, de mutilação ou doença, mas a alternativa fundamental de sua existência permanece a mesma: se um organismo falha nas funções básicas exigidas por sua natureza — se o protoplasma de uma ameba cessa de assimilar comida, ou se o coração de um homem para de bater —, ele morre. Num sentido fundamental, a não-ação é a antítese da vida. A vida pode
ser mantida na existência apenas por um processo constante de ação de autossustentação. O objetivo desta ação, o valor supremo que, para ser mantido, deve ser ganho através de cada um de seus momentos, é a vida do organismo.

Um valor supremo é aquele objetivo final para o qual todos os objetivos menores são meios — ele estabelece o critério pelo quais todos os objetivos menores são valorados. A vida de um organismo é o seu padrão de valor: aquilo que promove sua vida é o bem, aquilo que a ameaça é o mal.