E foi quando eu percebi que cada vez menos eu sentia vontade de encontrar as pessoas.
Eu queria muito encontrar elas, passar horas conversando sobre tudo, ensinando e aprendendo, mas para encontrá-las eu precisava ir até o mundo dos fantoches, e quando eu chegava a esta conclusão, toda a vontade de sair, conversar e aprender ela levada pela névoa de trevas que consistia no simples ato de sair e lidar com os fantoches, ver os fantoches, estar ciente dos fantoches.
Foi quando concluí que havia me tornado um foragido, um foragido do mundo dos fantoches.Eu não podia ser visto, eu não queria ser percebido por nenhum deles.
Eu precisava de um refúgio, um local secreto para poder receber as pessoas, onde pudéssemos conversar em segurança, ensinar sem ser julgados, e perguntar sem sentir vergonha.
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sexta-feira, 16 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
O mundo dos fantoches.
Foi quando eu percebi que eu só fazia o que fazia para sair da realidade. Ouvia música para me perder entre os versos, eu jogava para mudar de realidade, eu viajava entre mundos, entre paraísos e infernos. Mundos com dragões, bruxos, elfos, demônios... De nenhum deles eu sentia vontade de fugir, de sumir ou me sentia impotente.
O único mundo que me causava medo era o mundo dos humanos, eu chamava de o mundo dos fantoches,eu odiava os dos seus gritos, da sua pressa, do seus sorrisos amarelos, sua falsidade. A forma como arruinavam o próprio futuro fazendo questão de não se darem conta.
Cada vez menos eu queria ficar no mundo dos fantoches. Mas ele me buscava a todo momento, eu era obrigado a viver parte do meu tempo naquele lugar, feito para ser bonito, mas com um sentimento tão feio, um vazio tão cinza...
Nunca mais voltar para lá não era uma opção, e a vontade que uma vez eu tive, de salvar o mundo dos fantoches, não existia mais, eu só queria que aquele mundo terminasse logo e que os fantoches sumissem. A indiferença se tornou minha armadura.
O único mundo que me causava medo era o mundo dos humanos, eu chamava de o mundo dos fantoches,eu odiava os dos seus gritos, da sua pressa, do seus sorrisos amarelos, sua falsidade. A forma como arruinavam o próprio futuro fazendo questão de não se darem conta.
Cada vez menos eu queria ficar no mundo dos fantoches. Mas ele me buscava a todo momento, eu era obrigado a viver parte do meu tempo naquele lugar, feito para ser bonito, mas com um sentimento tão feio, um vazio tão cinza...
Nunca mais voltar para lá não era uma opção, e a vontade que uma vez eu tive, de salvar o mundo dos fantoches, não existia mais, eu só queria que aquele mundo terminasse logo e que os fantoches sumissem. A indiferença se tornou minha armadura.
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